“O celular tocou de madrugada rapidinho, indicando uma nova mensagem.
Engano meu pensar que poderia ser dele. Era somente uma mensagem ridícula da minha operadora. Algo como: “fale mais, pague menos”. Eu devia mesmo é processá-la. Ganharia uma grana boa com o abuso desses caras. Mas, de que me importa? Conforto, casa, comida e roupa lavada eu tenho. Mais dinheiro não vai atrair outro amor. Nem trevo de quatro folhas, crucifixo no pescoço, simpatia no quintal de casa, bate-papo de internet… Tem gente que nasce sem sorte para o amor mesmo. Tipo eu. Nasci pra tomar pé na bunda. Pra ouvir o tempo todo: “o problema não é você, sou eu.” Como se eu acreditasse nessa desculpa esfarrapada. Se o parceiro realmente fosse um problema, deixaria eu consertá-lo. O problema é a bobinha aqui. Com suas crises de personalidade. Nem coloco a culpa no ciúme. Porque às vezes pode ser um pouco saudável e demonstrar que o outro sente algo mais profundo do que parece. A questão não é aquela de sempre. Retirem o ciúme da lista, por favor. Coloquem… Meus surtos. Adicione a minha vergonha, o meu medo de me entregar. É, não terminou porque eu sou uma namorada chiclete. Já fui, não sou mais. É o temor. A frieza parece um caminho mais seguro. Ironicamente, me levou para a pior. Estranho é que quando você fica quente e se dedica demais, também não se dá muito bem. Eu preciso ser morna. É isso. Não me queimar no meu próprio fogo e não deixar atitudes frias congelarem minha alma. Balancear meus atos. Sorrir mais, me abrir a novas oportunidades. Aceitar ser amada incondicionalmente. Melhorar meu humor sem graça. E vou por isso em prática, quando a preguiça deixar.”
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Por enquanto estou curtindo minha solidão (via
azul-banana)
Se der saudade me liga, o número é o mesmo e a necessidade de você também.
“O coração de um homem é uma coisa muito, muito perversa, Mariam. Não é como o útero de uma mãe. Ele não sangra, não se estica todo para recebê-la.”
“Posso te falar sonhos, das flores, de como a cidade mudou. Posso te falar do medo, do meu desejo, do meu amor. Posso falar da tarde que cai, que aos poucos deixa ver no céu a lua, que um dia eu te dei. Gosto de fechar os olhos, fugir do tempo de me perder, posso até perder a hora, mas sei que já passou das 6. Eu posso falar da tarde que cai, que aos poucos deixa ver no céu a lua, que um dia eu te dei… Pra brilhar por onde você for. Me queira bem, durma bem… Meu amor.”
“E foi tão bom constatar que não me atinge mais. Não me entristece, não me aborrece, não me tira o sono.”
E quantas vezes você abraçou o travesseiro fingindo ser ele? E quantas vezes você procurou, até achar e desabar? E quantas vezes você chorou porque queria que ele estivesse do seu lado? Quantas vezes engoliu seu orgulho pra não perder ele? Quantas vezes correu atrás? Quantas vezes ficou olhando pro celular, esperando uma ligação, ou até mesmo uma mensagem dele? Quantas vezes decidiu ignorá-lo, e quando ele entrou msn, você logo mandou um “oi”? Muitas não é? Agora eu te faço a última pergunta.. quantas vezes ele fez isso por você?
“Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida.”
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Paulo Coelho. (via
anrcc)
“Preciso que saiba: nunca deixarei de pensar em você, porque você foi o amor menos elaborado que tive, menos politicamente correto, menos ‘o cara certo na hora certa’, menos criado no cativeiro da idealização, e essa impossibilidade de intelectualizar o que senti me faz pensar que talvez eu não estivesse enganada sobre aquela ideia romântica de que só se ama assim uma vez.”
“Tá na hora de você parar de chorar por aí por alguém que não soube te amar. Tá na hora de começar a viver por você e a existir por você, porque tu sem os outros, continua sendo tu. Mas tu sem tu, não é porra nenhuma. Tá na hora de levantar essa tua cabeça, e criar vergonha na tua cara. Vamos lá, tu sabe muito bem que não precisa de um amor meia boca. Sabe muito bem que é boa suficiente para conseguir ficar sozinha. Tu precisa mesmo é de ti. Afinal, muito melhor estar solteira nos dias dos namorados, do que namorando na despedida de solteiro da tua amiga. ”